domingo, 29 de novembro de 2009

O Dicionário do Diabo

Não se assutem leitores, é apenas o título do livro do jornalista, escritor e crítico americano Ambrose Bierce que vive de 1842 e desapareceu em 1914 sem deixar vestígio (será que o diabo o carregou?). A sua abordagem sobre divesos aspectos da vida humana é pautado por uma visão acidamente critica e o Dicionário do Diabo reflete isto. Aqui neste espaçao trago algumas de suas definições traduzidas livremente do inglês que até os dias de hoje são atualíssimas, além de muito divertidas. Vejamos então:
ADVOGADO. Especialista em contornar a lei.
CASAMENTO. Uma comunidade que consiste de um homem, uma mulher e uma amante, num total de duas pessoas. *
ERUDIÇÃO. É a poeira sacudida de um livro para dentro de uma cabeça vazia.*
HOMICÍDIO. O assasisnato de uma pessoa cometido por outra. Existem quatro tipos de homicídios: o culposo, o escusável, justificável e louvável, mas para a pessoa que foi vítima não faz diferença, se foi assassinada por um tipo ou outro - a classificação serve apenas para os advogados .
IMPUNIDADE. Riqueza
INTIMAÇÃO. Meio pelo qual é estabelecida uma relação para que os tolos se destruam mutuamente.
JUSTIÇA. Mercadoria em condição mais ou menos adulterada que o Estado vende ao cidadão como recompensa por sua fidelidade,impostos e serviços prestados.
LITÍGIO. Máquina na qual você entra como porco e sai como uma salsicha.
LITIGANTE. Uma pessoa prestes a desistir de sua pele, na esperança de manter os seus ossos.
PRECEDENTE. Uma decisão, regra ou prática que, na ausência de um estatuto definitivo, tem força e a autoridade que um juiz quiser lhe dar, o que facilita consideravelmente a tarefa de fazer o que lhe agrada. Como existem precedentes para tudo, elo só precisa ignorar aqueles que estão contra os seus interesses e pender para aqueles que estão de acordo com o seu desejo.
RECORRER. Jogar os dados para um novo lance.
Os verbetes acima foram retirados do ótimo blog Traduzindo o Juridiquês. As citações com asterisco são traduções livres feias por mim.
A obra de Ambrose está disponível na internet em inglês e é muito divertida.

Livros de Direito

Existem no mercado um sem números de livros de Direito. Muitos deles nada acrescentam (90%) . É um lixo só. Capas bonitas, papel de ótima qualidade, porém o conteúdo é sofrivel. O interesante é que muitos deles são meras copliações de outros autores, nada novo, apenas digressões sobre o sexo dos anjos. Enfim, nada concludentes nas idéias defendidas. Neste fartura de livros indico um que serve não só para os estudantes, como profissionais de direito e que a prima face parece desprentecioso mas é extremamante útil. Trata-se da obra de Cândido Rangel Dinamarco intitulado "Vocabulário do Processo Civil" Ed. Malheiros. Não é um dicionàrio convencional, apesar no fim do livro constar um elenco de expressões latinas com o seu significado e onde aplicá-las. Na primeira parte trata de expressões as vezes usadas por advogados e juízes em processo civil que podem parecer chavões, mas que na verdade são terminologias que se bem empregadas auxiliam em muito a manipulção da legislação adjetiva, além de facilitar o entendimento de algumas peças jurídicas. O livro põe discussão ao mau uso de expressões processuais que foram encetadas no CPC e que por descuido ou impropriedade técnica não deveriam está ali. Assim estudantes e profissionais, o livro atinge os seus propósitos, ou seja, de informar com qualidade e clareza.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aqui não Manezão!

A respeito do último post deve aqui fazer algumas considerações que não podem ficar sem resposta. O primeiro em razão do comentário do Bruno. Discordo frontalmente as suas palavras. Elas não se enquadram no meu comportamento e pensamento. Sempre mantive a defesa intransigente da igualdade das pessoas, sejam qual for elas. Não sou e nunca fui racista, até porque o conceito de raça da forma como descrita não existe. Acredito unicamente na raça humana, esta sim que deve prevalecer independente da epirderme que ostentam. Sou a favor da liberdade das idéias e o respeito as conquistas democráticas que abominam qualquer forma de preconceito ou coisa que valha. O advento do Estaturo da Igualdade Racial, não melhora em nada o nosso ordenamento jurídico, muito pelo contrário, ele apenas acentua a discriminação, além de ser contrário ao que determina a atual constituição. A sua promulgação é apenas um revisionismo tosco e atrasado perpetrado por um grupo que se acha que são paladinos de um resgate histórico. Quem tem um mínimo de discernimento não pode compactuar com os argumentos nascidos de mentes no mínimo doentias.
Quanto ao outro comentário de um tal Fernando, o que tenho a dizer é que primeiro aprenda português. Tem ótimas gramáticas nas livrarias. E depois não venha neste blog com citações de autores que muito provavelemte nunca leu e nem ficar fazendo proselitismo. Se deseja defender idéias estúpidas crie o seu blog e busque o seu espaço, é bem possível que ache leitores, nunca se sabe. Ficar citando Gramsci não salva os seus argumentos, muito provavelmente nunca leu um livro dele. Eu já (Cadernos do Cárcere; o volume 1, 2 e 3 está esgotado, os demais encontra-se em qualquer livraria), e se quiser depois que aprender o português empresto para ler e se possível vai ficar sabendo que se trata de um dos maiores teóricos do totalitarismo. E outra coisa, estou pouco me lixando de ser chamado de direitista, rótulos não me assustam . Por que não vai morar em Cuba?

domingo, 22 de novembro de 2009

Ô paí ó!

Na última semana o Presidente República esteve Salvador. Entre os compromissos estava o de receber o Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas e sabe-se lá porque escolheu a Bahia para encontrar-se com Lula e ainda teve de acompanhar uns compromissos no mínimo exótico, pelo menos para ele, como o reconhecimento de comunidades colombolas. Bem deixa isto prá lá. Vamos ao que interessa. Em discurso na Praça Castro Alves, com as costumeiras bobagens de sempre, afirmou duas coisas: Uma será que o dia 20 de novembro será feriado nacional, em homenagem a Consciência Negra (a minha por exemplo é limpa e incolor) Teremos então dez feriados nacionais, nuncaantesnestepaíz, tivemos tantas datas comemorativas. A outra coisa dita foi de que em um ano estaremos comemorando, no caso ele, eu não, um ano da aprovação do Estatuto da Iguladade Racial. Para os que não sabem é aquela lei de autoria do Senador Paulo Paim, o ruim, que entre as asneiras contidas no texto está o de privilegiar os de cor escura nos concursos públicos com cotas, além de outras sandices. Como se isto fosse reparar erros do passados acabando com as desigualdades. Quando a falta de oportunidades atingem a todos, independentes de sua epiderme. O irritante é ter gente que acredita que a edição de uma lei discriminatória, contrária a nossa constituição será a alavanca para a solução dos problemas socias que afligem a todos, sejam eles brancos, negros ou amarelos. A promulgação da lei irá criar uma um grupo de privilegiados em detrimento de outros, ou seja, uma descriminação ao contrário. No Brasil é assim, as mentes mais tacanhas sempre encontra platéia para bater palmas e acreditar nas bobagens mostradas. Há até "intelequituais" que lançam argumentos dos mais estapafúrdios para corroborar o argumento de que a lei é uma conquista da comunidade negra. Coitados. São todos desprezíveis.

Um no cravo e outro na ferradura

O STF como já dito não só neste blog como em outros, determinou pela extradição do terrorista italiano. Se ficasse somete nisto já seria uma vitória solar na consolidação dos ideais democráticos. Porém, recrudesceu ao decidir que a palavra final sobre a extradição ou não ficaria a cargo do presidente da república. Uma pena. Fica parecendo que um dos poderes da república é apenas um orgão consultor, desfigurado por doutrinas capengas e sem muita conscistência advindas de alguns dos ministros. Teve até quem afirmasse de como se deu o julgamento e as posições alí defendidas seriam uma antecipação do julgamento do ADPF 153, ou seja, a revisão da lei de Anistia que pretende punir os torturadores do regime militar ; um recado de que o STF não tolera "ações revolucionarias armadas". É ótimo que o Poder Judiciário pense assim o contrário é que seria temeroso. O que me preocupa é magistrado querer adjetivar a justiça com a palavra social, quando na verdade deveria apenas se ocupar a aplicar e fazer cumprir o que as leis determinam. Buscar explicação ideológica em decisão judicial é subestimar a inteligência dos outros. Tenha santa paciência. Espera-se do presidente da república bom senso e acate o que foi apreciado pelo judiciário e aproveite a oportunidade e mande para casa o seu genial ministro da justiça, que disse esta semana que setores do governo italiano há movimentos fascistas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Respondendo aos leitores

Neste blog não responderei a comentários anônimos, mas vou abri uma exceção em relação ao último post sobre o bandido Battisti. Então vamos lá.
Na missiva anônima o leitor ou leitora faz um comparativo com os crimes cometidos pelo infâme terrorista e o lançamento da bomba atômica pelos EUA no Japão na 2ª guerra. São situações distintas, em tempos diferentes. Claro que em ambas os fins não justificam os meios. Um comete uma transgressão em nome de um ideário, onde o simples fato de discordar de um regime político a solução é sai por aí torturando e matando, num país que vige a plena democracia em tempos de paz. O outro na condição de Estado que revida de forma desproporcional um ataque sofrido quatro anos antes, numa guerra que tinha entre outros objetivos por fim a democracias consolidadas. Dizer que são coisas semelhantes é argumento pedestre, é distorcer fatos historicos buscando dar respaldo ideológico onde não existe. Se os EUA estava certo ou não, ainda não sei. Mas sei que a atitude do bandido italiano foi criminosa e covarde.

domingo, 15 de novembro de 2009

O muro de Berlim e o bandido Battisti

Volto mais uma vez ao assunto do terrorista Battisti. Pode parecer meio rançoso e chato, mas isto representa, talvez um dos momentos mais significativos do STF daí tratarmos mais uma vez. Neste fim de semana o "refugiado" resolveu fazer greve de fome. Um deputado disse que o mesmo estava em "greve de fome total", sabe-se lá o que isto signifique, mas trata-se de mais uma chantagem a fim de reverter a situação a seu favor. O discurso que se vê hoje de alguns "intelectuais" no que diz respeito a situação do filoterrorista chega a ser bisonho. Justificam a sua conduta criminosa como uma ação política e portanto deve ser garantido a sua pessoa o direito de permanecer livre a despeito das mortes que provocou, na condição de refugiado. Tais argumentos, obvios que vindos de uma esquerda que esqueceu-se de que a história flui e em geral para melhor, taí o exemplo da queda do muro de Berlim que não deixa mentir, não pode ir de encontro a valores democráticos consolidados no combate a este tipo de vigarice,ou seja, soltar bombas, matar inocentes em nome de ideário político que muitas vezes é representativo do atraso. Se há discordância política se utilize dos canais previstos nas melhoras democracias, e não o uso da força como argumento de mudança. O que se vê nos discursos esquerdóides são palavras de ordem mofadas pela força da realidade que insistem em não enxergar ao redor, e que ainda encontram ressonância nestas plagas. O Brasil é um celeiro destes trogloditas, O MST e alguns partidos, artistas são exemplos cabais da perenidade deste zumbi ideológico. Acreditam que Cuba é um exemplo de resistência ao império capitalista e selvagem. Esquecendo-se que nesta ilha é uma das mais ferozes ditaduras do século XX (e não me venham com esta conversa mole de que o barbudo melhorou a educação e a saúde de seu povo que é uma das mais deslavadas mentiras, depois eu provo com números a verdade). O muro de Berlim completou vinte anos de sua derrubada. O simbolismo da destruição de suas pedras não conseguiu ruir a mente dos que insistem no ideário marxista como mola propulsora para uma sociedade mais justa. A extradição do Battisti seria o nosso Muro de Berlim, a sua derrubada não vai mudar a cabeças destes boçais, mas já é o início do fim de um grupo que acha que tem o monopólio do saber e do pensamento e que todas aqueles que não rezam por sua cartilha são reacionários, ou na melhor das hipóteses uns burros.